A fase de grupos em números | Copa do Mundo 2026

Resumo breve
A fase de grupos da Copa do Mundo 2026 deixou marcas históricas: o Egito conquistou sua primeira vitória após 92 anos, o técnico Dick Advocaat tornou-se o mais velho da história, e Ousmane Dembélé anotou o segundo hat-trick mais rápido.
Marcos históricos e recordes quebrados
A fase de grupos da Copa do Mundo 2026 foi palco de feitos memoráveis. O Egito, enfim, encerrou uma espera de 92 anos por sua primeira vitória no torneio. A seleção dos Faraós estreou em 1934 e, em sua quarta participação e nono jogo, venceu a Nova Zelândia de virada, com gols de Zico, Mohamed Salah e Trezeguet. Com isso, o Egito superou a Noruega, que estreou em 1938 e só venceu 56 anos depois. A Coreia do Sul levou 48 anos para registrar um triunfo, enquanto Peru, Bélgica, Países Baixos e Canadá esperaram 40 anos.
Dick Advocaat, que comandou Curaçao contra a Costa do Marfim aos 78 anos e 271 dias, tornou-se o técnico mais velho da história das Copas. O recorde anterior pertencia a Otto Rehhagel, que dirigiu a Grécia contra a Argentina em 2010, aos 71 anos e 317 dias. Durante esta edição, o recorde foi primeiro superado pelo sul-africano Hugo Broos no jogo de abertura, e depois pelo tcheco Miroslav Koubek, de 74 anos, algumas horas depois. Broos e o selecionador de Gana, Carlos Queiroz, de 73 anos, serão os técnicos mais velhos a atuar na fase eliminatória.
Hat-tricks e jovens promessas
O francês Ousmane Dembélé precisou de apenas 32 minutos contra a Noruega para marcar o segundo hat-trick mais rápido desde o início de uma partida na história das Copas. O recorde pertence a Erich Probst, que marcou três gols em 24 minutos pela Áustria contra a Tchecoslováquia em 1954. Lionel Messi, pela Argentina contra a Argélia, e Jonathan David, pelo Canadá contra o Catar, foram os únicos outros jogadores a anotar um triplete na fase de grupos.
O mexicano Gilberto Mora, com 17 anos e 240 dias, tornou-se o sexto jogador mais jovem a atuar em uma Copa do Mundo. Pelé, Salomon Olembé, Femi Opabunmi, Samuel Eto'o e Norman Whiteside são os únicos que estrearam mais jovens. O senegalês Ibrahim Mbaye, o bósnio Kerim Alajbegović e Lamine Yamal, todos com 18 anos, ocupam respectivamente a quarta, oitava e nona posições na lista dos artilheiros mais jovens da competição.
Defesas históricas e invencibilidade
O goleiro Eloy Room fez 16 defesas impressionantes para inspirar Curaçao a um empate sem gols contra o Equador. Esse é o maior número de defesas já registrado em uma partida de 90 minutos, igualando o recorde absoluto estabelecido por Tim Howard na derrota dos EUA para a Bélgica na prorrogação, no Brasil 2014.
Argentina, França e México foram as únicas seleções a avançar com 100% de aproveitamento (nove pontos). O Grupo H, vencido pela Espanha com sete pontos, foi apenas o quarto grupo na história das Copas em que apenas uma equipe venceu uma partida, após o Grupo A em 1982, o Grupo F em 1990 e o Grupo B em 1998.
Maiores goleadas e artilheiros
A Alemanha aplicou a maior goleada da fase de grupos ao vencer Curaçao por 7 a 1. A equipe de Dick Advocaat ameaçava uma surpresa histórica, mas seis gols em 50 minutos, incluindo dois de Kai Havertz, impulsionaram o time de Julian Nagelsmann. Em seguida, vieram Canadá 6 a 0 Catar, Portugal 5 a 0 Uzbequistão e Senegal 5 a 0 Iraque. Apenas três vitórias neste século foram maiores que a da Alemanha: Portugal 7 a 0 Coreia do Norte em 2010, Espanha 7 a 0 Costa Rica em 2022 e Alemanha 8 a 0 Arábia Saudita em 2002.
O português Cristiano Ronaldo, camisa 7, ampliou seu recorde de ter marcado gols no maior número de edições, chegando a seis. Lionel Messi é o segundo, com gols em cinco Copas. Ao balançar as redes contra o Uzbequistão, Ronaldo, de 41 anos, tornou-se o segundo artilheiro mais velho da história das Copas, atrás apenas do camaronês Roger Milla. Ronaldo juntou-se ao dinamarquês Michael Laudrup e a Messi como o jogador mais jovem e mais velho a marcar por seu país em Copas.
O argentino Lionel Messi lidera a corrida pela Chuteira de Ouro adidas, com seis gols. A dupla francesa Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé, o brasileiro Vinícius Júnior e o norueguês Erling Haaland têm quatro cada. Mbappé e Messi, ambos com seis, são os que mais participaram de gols (gols + assistências), com Dembélé, Vinícius e o alemão Deniz Undav um atrás.
Bruno Guimarães, Alexander Isak e Michael Olise registraram o maior número de assistências: três cada. Roberto Alvarado, Brahim Díaz, Breel Embolo, Julio Enciso, Ryan Gravenberch, Viktor Gyökeres, Joshua Kimmich, Kylian Mbappé, Hannibal Mejbri, Iliman Ndiaye, Martin Ødegaard, Mohamed Salah, Nathan Saliba, Deniz Undav, Florian Wirtz e Chris Wood somaram duas cada.
Defesas invictas
México e Espanha foram as únicas seleções a avançar sem sofrer gols. Suas metas foram protegidas principalmente por Raúl Rangel e Unai Simón, respectivamente. Para a Fúria, foi a primeira vez que passou ilesa pela fase de grupos do torneio. Simón já acumula 430 minutos sem sofrer gols em Copas. O recorde da competição é de 517 minutos, estabelecido pelo goleiro italiano Walter Zenga em 1990. Thibaut Courtois e Alisson, por sua vez, ampliaram seus totais de jogos sem sofrer gols para oito e sete, respectivamente. O recorde de jogos sem sofrer gols na história das Copas é de 10, compartilhado pelo inglês Peter Shilton e pelo francês Fabien Barthez.
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