Fifa quebra precedente ao ignorar problemas de visto na Copa

Resumo breve
A Fifa está a violar as suas próprias regras e precedentes ao não agir sobre os problemas de vistos na Copa do Mundo de 2026, algo que nunca aconteceu num Mundial moderno. A situação contrasta com a perda do Mundial Sub-20 de 2023 pela Indonésia devido a questões políticas.
O jornalista Miguel Delaney destacou que a história dos vistos é a controvérsia mais reveladora desta Copa do Mundo, sublinhando que a Fifa está a ir contra as suas próprias regras e precedentes. A questão levanta dúvidas sobre se o torneio deveria ser realizado num estado que claramente não o vê como um Mundial, e questiona o propósito da subserviência de Gianni Infantino a Donald Trump.
Precedente ignorado: Indonésia e o Mundial Sub-20
Em 2023, a Fifa retirou da Indonésia o direito de sediar a Copa do Mundo Sub-20 devido a controvérsias políticas envolvendo a seleção de Israel. Na altura, a federação internacional justificou a decisão citando a necessidade de garantir a integridade do torneio e a segurança das equipas. Agora, porém, a Fifa parece estar a aplicar critérios diferentes, ao não tomar medidas semelhantes perante os problemas de vistos que afetam jornalistas e delegações na atual edição do Mundial.
Problemas de vistos: uma novidade nos Mundiais modernos
Delaney enfatizou que estes problemas nunca ocorreram num Mundial moderno. A recusa ou atraso na emissão de vistos para profissionais da imprensa e membros de seleções participantes compromete a cobertura mediática e a logística do evento, algo que a Fifa sempre tratou como prioridade em edições anteriores. A situação atual contrasta com a postura rigorosa adotada em relação à Indonésia, levantando acusações de duplo padrão.
O papel de Infantino e a relação com Trump
O comentário de Delaney sobre a "subserviência" de Infantino a Trump refere-se à alegada falta de pressão da Fifa sobre o governo anfitrião para resolver os entraves burocráticos. Críticos apontam que a federação internacional tem evitado confrontos com a administração norte-americana, ao contrário do que fez com outros países anfitriões no passado. Isto coloca em causa a independência da Fifa e a sua capacidade de garantir condições justas para todos os envolvidos no torneio.
A controvérsia dos vistos ameaça manchar a imagem da Copa do Mundo de 2026 e levanta questões fundamentais sobre a escolha de sedes e a aplicação consistente das regras por parte da Fifa.
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