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David Alaba: Áustria aponta às estrelas no Mundial 2026David Alaba, capitão da Áustria, fala sobre a estreia da seleção no Mundial 2026, o sonho de jogar o torneio e os desafios do Grupo J, que inclui a campeã Argentina, a Argélia e a Jordânia./images/pt/2026/06/david-alaba-austria-aponta-as-estrelas-no-mundial-2026-d598f955-800w.webpDavid Alaba: Áustria aponta às estrelas no Mundial 2026

David Alaba: Áustria aponta às estrelas no Mundial 2026

Atualizado 4 min read
David Alaba: Áustria aponta às estrelas no Mundial 2026

Resumo breve

David Alaba, capitão da Áustria, fala sobre a estreia da seleção no Mundial 2026, o sonho de jogar o torneio e os desafios do Grupo J, que inclui a campeã Argentina, a Argélia e a Jordânia.

David Alaba, um dos jogadores mais condecorados da sua geração, está prestes a preencher a única lacuna que faltava no seu currículo: uma campanha no Campeonato do Mundo da FIFA. O defesa de 33 anos, natural de Viena, capitaneia a Áustria na sua primeira participação no torneio desde 1998, e a primeira da sua carreira. Numa entrevista exclusiva à FIFA, Alaba partilhou a sua emoção, as ambições da equipa e a análise ao Grupo J, que coloca os austríacos frente a frente com a campeã Argentina, a Argélia e a Jordânia.

Um sonho tornado realidade

“Estou realmente entusiasmado com o torneio. Vai ser um sonho tornado realidade. É o tipo de evento pelo qual só podemos sentir gratidão por ter a oportunidade de vivenciar e fazer parte. Estamos muito orgulhosos por ter garantido o nosso lugar”, afirmou Alaba. O veterano, que ergueu troféus da Liga dos Campeões, Bundesliga, La Liga e muito mais ao serviço do Bayern de Munique e do Real Madrid, considera que jogar o Mundial será um dos pontos altos da sua carreira. “Jogar o meu primeiro Mundial estará certamente ao nível de tudo o que já experienciei. Era provavelmente uma das poucas coisas que faltavam na minha carreira, por isso vai ser muito especial.”

A noite da qualificação, frente à Bósnia e Herzegovina, ficou marcada pela emoção. “A noite do jogo contra a Bósnia e Herzegovina, quando conseguimos o apuramento, foi cheia de emoção para todos nós. Vi nos olhos dos meus colegas o que aquilo significava para eles. Foi uma sensação realmente incrível.”

Confiança inabalável na qualificação

Alaba destacou a crença inabalável da equipa ao longo da campanha de qualificação. “A equipa praticamente nunca vacilou na crença de que conseguiríamos o objetivo. Pessoalmente, nunca duvidei que o conseguiríamos. No entanto, nunca considerámos nada garantido, e isso via-se na nossa atitude em campo. Mantivemo-nos motivados durante toda a campanha e de olhos postos no prémio. Encarámos cada jogo como ele vinha, e acho que merecemos qualificar-nos. É verdade que as coisas ficaram um pouco nervosas no final, mas acho que nunca deixámos que as dúvidas se instalassem.”

Liderança e responsabilidade

Aproximando-se do final da carreira, Alaba assume plenamente o seu papel de capitão. “Estou certamente a aproximar-me do final da minha carreira. Mas sei qual é o meu papel na equipa. Aceito a responsabilidade e tento dar o meu contributo, mantendo-me fiel a mim mesmo. Quero fazer a minha parte para ajudar a equipa.” O defesa explica que a sua liderança se baseia no exemplo. “Primeiro que tudo, procuro assumir a responsabilidade com as minhas atuações em campo. Quero liderar pelo exemplo, carregar a equipa aos ombros e conduzir-me de acordo com os meus valores. A equipa facilita-me muito as coisas e permite-me ser apenas eu mesmo. Mantenho-me bastante relaxado em relação a isso, mesmo que possa não parecer assim do exterior. Tento manter os pés assentes na terra, mas não fujo à responsabilidade que advém do meu papel na equipa.”

Evolução da equipa e ambição no Mundial

Alaba sublinhou o progresso significativo da seleção austríaca nos últimos anos, sob o comando do treinador Ralf Rangnick. “Fizemos um longo caminho como equipa, especialmente nos últimos anos. Temos agora uma enorme qualidade espalhada pela equipa, e isso vê-se nas nossas atuações. Construímos uma confiança real, e queremos levá-la para o torneio e mostrar do que somos feitos. Acredito que o plantel tem o caráter necessário para ser bem-sucedido e vencer jogos. Dito isto, estamos bem cientes de que temos um grupo difícil e que não há jogos fáceis no Mundial.”

Questionado sobre como a equipa lidará com a pressão da estreia, Alaba respondeu: “É uma boa pergunta. Vai ser o primeiro contacto com o Mundial para todos nós. Temos de manter a calma, assegurando ao mesmo tempo que fazemos tudo o que é certo para nos dar a melhor chance possível de sucesso. Somos uma equipa muito ambiciosa. Um dos nossos maiores pontos fortes é o facto de sermos um grupo muito unido. Se conseguirmos mostrar isso em campo, temos o que é preciso para ser bem-sucedidos.”

Desafio no Grupo J: Argentina, Argélia e Jordânia

O Grupo J coloca a Áustria frente à campeã Argentina, à Argélia e à Jordânia. Alaba reconhece a dificuldade, mas mantém o foco na sua equipa. “Não se trata apenas do Messi: jogar contra a Argentina é fantástico por si só. São os campeões mundiais em título, afinal. Vai ser um jogo muito especial e muito difícil para nós. No entanto, não queremos focar-nos demasiado no adversário. Para obter resultados, precisamos de manter a nossa identidade e jogar o nosso jogo, e isso aplica-se também ao jogo contra a Argentina.”

Quanto às ambições para o torneio, Alaba é claro: “Não estamos a pensar nisso neste momento. Estou convencido de que temos uma equipa capaz de alcançar o sucesso, e vamos tentar fazer história; esse é o nosso objetivo. Só o tempo dirá se temos capacidade para ir até ao fim, mas temos grandes sonhos e estamos a apontar às estrelas.”

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